O romance foi publicado no Brasil do Segundo Reinado, sob D. Pedro II, e retrata a elite do Rio de Janeiro do século XIX. A escravidão ainda existia: a abolição só veio em 1888, anos depois da publicação.
Sociedade escravista e relações de favor
O livro mostra uma sociedade em que riqueza, família e influência decidem carreiras. Personagens como Dona Plácida dependem do favor; Prudêncio e outros escravizados aparecem no cotidiano da casa. O narrador rico raramente percebe o que isso significa — e o leitor, sim.
Início do Realismo no Brasil
A obra é muito associada ao começo do Realismo brasileiro. Diferente do Romantismo, o livro desmonta ideais: amor, carreira e moral aparecem submetidos a interesse e vaidade. Mas a forma é original: digressões, capítulos curtos e diálogo com o leitor.
Influências e ironia
No prefácio, o narrador menciona o escritor inglês Laurence Sterne e o francês Xavier de Maistre como modelos de liberdade de forma. A ideia de obra difusa explica a estrutura fragmentada do livro.
Ciência e filosofia da época
O Humanitismo de Quincas Borba satiriza teorias da época que naturalizavam a competição social. Não é uma doutrina real, mas parodia raciocínios que justificavam desigualdade.
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